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Preços do milho seguem estáveis à espera da safrinha

Exportações de milho ganham ritmo em junho


Foto: Agrolink

O mercado brasileiro de milho apresentou estabilidade na semana entre 5 e 11 de junho, em meio à expectativa pela entrada da nova safra de inverno e ao comportamento cauteloso de compradores e vendedores. A avaliação consta na análise divulgada nesta quinta-feira (11) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo o levantamento, as principais praças do Rio Grande do Sul mantiveram a cotação em R$ 58,00 por saco. Nas demais regiões do país, os preços oscilaram entre R$ 42,00 e R$ 60,00 por saco, dependendo da localidade.

De acordo com a Ceema, a postura dos compradores tem sido marcada pelo afastamento do mercado físico de pronta entrega. O cenário é influenciado pelos estoques já formados para atender o consumo de curto prazo e pela expectativa da chegada da nova safrinha ao mercado. A análise destaca que o recuo das cotações internacionais do cereal também contribui para pressionar os preços domésticos.

Do lado dos vendedores, o comportamento tem sido diferente. Produtores que não enfrentam necessidade imediata de caixa ou não precisam liberar espaço nos armazéns optam por reter parte da oferta. A expectativa é de uma possível recuperação dos preços nos próximos meses diante da perspectiva de uma safrinha menor.

Enquanto o mercado acompanha esse movimento, a colheita da segunda safra avança no país. Conforme dados citados pela Ceema, até 4 de junho os trabalhos haviam alcançado 4,4% da área cultivada no Centro-Sul brasileiro. A consultoria AgRural projeta uma produção de 108,2 milhões de toneladas para a safrinha.

Somadas as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a primeira, segunda e terceira safras, a produção nacional de milho poderá atingir 139,9 milhões de toneladas. Ainda segundo a Conab, a colheita da segunda safra representava 3% da área nacional em 5 de junho.

No Mato Grosso, principal produtor de milho do país, a colheita alcançava 5,8% da área cultivada até 5 de junho. O índice está abaixo da média histórica de 6,8% registrada para o mesmo período. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima uma produção estadual de 53,4 milhões de toneladas.

A Ceema observa que os preços do cereal seguem em processo de ajuste, influenciados também pela maior competitividade do milho argentino no mercado. Esse fator aumenta a pressão sobre as cotações brasileiras em um momento de ampliação da oferta.

No comércio exterior, os embarques brasileiros começaram o mês em ritmo acelerado. Nos quatro primeiros dias úteis de junho, o país exportou 126.062 toneladas de milho. O volume corresponde a 34% de tudo o que foi exportado durante o mesmo mês do ano passado. A média diária embarcada foi 70,6% superior à média registrada ao longo de junho de 2025.

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